Fresca em metade do tempo: o piloto GELA com o Super Bock Group

Fresca em metade do tempo: o piloto GELA com o Super Bock Group

O frio condensa-se no vidro. Formam-se gotas que escorrem por efeito da gravidade. Abre-se a garrafa. A pressão liberta-se com o silvo de sempre. A boca aproxima-se. Os compostos voláteis mantêm-se intactos. O líquido faz cintilar luzes douradas ao início da noite. O primeiro gole é o céu feito de amargor suave à temperatura certa.

Deixado no balcão, o copo aquece e o líquido fica morno. O gás dispersa-se. A espuma desfaz-se e deixa apenas um resíduo fino. O amargor esbateu-se. A temperatura é o que sustenta a estrutura.

A frescura define, no essencial, a qualidade da cerveja. A cerveja não é uma bebida que melhore com o tempo. A partir do momento em que sai da fábrica, começa a alterar-se. Nos bastidores, a ciência cervejeira estabeleceu há muito que o desafio central não é como produzir cerveja, mas como engarrafá-la e preservar a sua frescura. Os estudos mostram de forma consistente que quem bebe prefere claramente cerveja fresca, e que as garrafas de vidro arrefecem mal no frigorífico ou no congelador devido à sua fraca condutividade térmica.

Historicamente, isto não era um problema: a cerveja era consumida perto de onde era feita, muitas vezes tirada diretamente do barril. Com o engarrafamento industrial e a distribuição a longa distância, o tempo passou a fazer parte da equação e a frescura passou a exigir soluções.

 

Dois laboratórios, uma garrafa fria

É essa a lacuna que a AlmaScience – o laboratório colaborativo dedicado a materiais de base celulósica e à eletrónica verde, sediado na Margem Sul de Lisboa – se propôs colmatar. No início de 2026, o Super Bock Group juntou-se ao Ecossistema de Inovação Sustentável da AlmaScience. As duas organizações não eram estranhas uma à outra: já tinham passado dois anos na mesma bancada de laboratório, no âmbito de uma agenda mobilizadora nacional do PRR, a trabalhar num rótulo de papel que arrefece uma garrafa em metade do tempo habitual. Esse rótulo chama-se GELA e está agora em piloto com o Super Bock Group.

O que se segue é a história de como uma empresa de bebidas e um laboratório de materiais chegaram ao mesmo problema a partir de pontos opostos – e de uma marca cujo segundo século está a ser construído tanto num laboratório de investigação como numa fábrica de cerveja.

 

Entram em cena a AlmaScience e o GELA, o rótulo de arrefecimento rápido

O GELA é um tipo diferente de arrefecimento. É uma estrutura de base celulósica. É renovável e leve, concebida para um baixo impacto ambiental. A água ativa o material: funciona como um rótulo comum, mas, ao molhá-lo e colocar a garrafa no frigorífico, o calor desloca-se mais depressa. A garrafa arrefece com uma redução do tempo de até 50%. A superfície do vidro atinge a sua temperatura de serviço.

 

 

Graças a este material simples e sustentável, o frigorífico trabalha menos. A espera também encurta e a pegada torna-se mais leve. Não há qualquer compromisso entre tempo e temperatura; o GELA é uma solução mais inteligente para sistemas já existentes, com uma camada de baixo custo, para que o líquido louro arrefeça mais depressa.

Desenvolvido pela AlmaScience e pelo Super Bock Group no âmbito da agenda mobilizadora do PRR “FF2F – From Fossil to Forest”, o GELA transforma a celulose numa interface de arrefecimento sem envolver maquinaria ou infraestruturas complexas. Construído em torno da eficiência, da acessibilidade e da redução do consumo de recursos, é inteligência material aplicada a um momento do quotidiano. A ciência não muda a cerveja. Protege o momento em que a cerveja está no seu melhor – muito fresca, perfeita.

 

Do protótipo ao piloto

Um resultado de laboratório e um produto são coisas diferentes, e a distância entre ambos mede-se em linhas de produção. O GELA está agora em piloto com o Super Bock Group: testado não numa bancada, mas contra os volumes, a logística e o manuseamento a que uma empresa de bebidas de dimensão nacional sujeita realmente um rótulo.

 

O GELA começou como uma pergunta sobre um material: será que a celulose consegue transportar calor o suficiente para arrefecer uma garrafa? Consegue – e fá-lo numa camada que se comporta como um rótulo comum, impresso e aplicado como qualquer outro. É o facto de o Super Bock Group o colocar em piloto que transforma um resultado num produto, porque traz os volumes, a logística e o consumidor que não conseguimos reproduzir em laboratório. O rótulo de arrefecimento é a primeira aplicação, não a última. O mesmo princípio vale sempre que a cadeia de frio tem de trabalhar mais do que devia – transporte, exposição no retalho, distribuição alimentar. É para aí que esperamos levar esta tecnologia.

– Luís Pereira, Diretor Técnico-Científico, AlmaScience

 

Para o Super Bock Group, o Ecossistema é uma forma de aceder a tecnologias que não conseguiria desenvolver sozinho.

 

Esta parceria com a AlmaScience permite-nos explorar e desenvolver tecnologias emergentes com potencial para transformar processos, produtos e modelos de negócio do Super Bock Group.

– Tiago Brandão, Diretor de I&D, Super Bock Group

 

Esta colaboração com a AlmaScience demonstra o nosso compromisso estratégico com a inovação sustentável e com a criação de valor para a sociedade.

– Graça Borges, Diretora de Comunicação, Relações Institucionais e Sustentabilidade, Super Bock Group

 

 

Uma empresa de bebidas, não uma cervejeira

Hoje, o Super Bock Group é muito mais do que uma cervejeira. É uma empresa de bebidas, com um vasto catálogo de cervejas, vinhos, refrigerantes e marcas presentes em todos os estratos da vida portuguesa. Ao centro: frescura, reutilização e reciclabilidade.

Pense-se na Super Bock Mini. O conceito das mini foi lançado em 2009 tendo como principal argumento de venda uma cápsula prática, de abertura fácil, que dispensa abre-cápsulas, mas foi adotado pelos consumidores como uma forma de beber moldada pelo clima e pela vida ao ar livre em Portugal: simples, portátil, sempre fresca.

Ou veja-se outro clássico português, Pedras, a garrafa verde de água com gás, melhor servida com gelo e uma rodela de limão, e disponível numa gama de sabores como limão, tangerina e maracujá. Vai encontrá-la nas mesas dos cafés, em quiosques e em packs nos supermercados, de norte a sul do país.

 

 

Onde as garrafas Super Bock são recicladas e reenchidas

O Super Bock Group tem sede em Leça do Balio, no concelho de Matosinhos, na área metropolitana do Porto. A fábrica e os edifícios administrativos estendem-se ao sol enquanto os camiões entram, carregam ou descarregam e voltam a partir. Um bailado sobre rodas. Se a escala é industrial, há algo de sereno no conjunto. Os edifícios estão rodeados pelo verde da natureza e por canteiros de flores. Um desenho urbano dos primeiros proprietários, mantido vivo ao longo de um século. Painéis solares cobrem centenas de metros quadrados do terreno.

Na fachada exterior do armazém automatizado encontra-se um mural gigante, de cerca de 3000 m², criado em 2019 por Vhils – nome artístico de Alexandre Farto, um dos mais reconhecíveis artistas de Lisboa, famoso pelos retratos que esculpe com berbequins e escopros – e pelos artistas valencianos Pichi e Avo, mais conhecidos como PichiAvo.

 

 

Tiago Brandão lidera a estratégia de I&D e inovação do Super Bock Group. Dedicou 25 anos da sua vida à empresa e desempenhou muitas funções, incluindo recursos humanos e gestão. Quando percorremos a fábrica, Tiago cumprimenta as pessoas pelo nome. O ambiente é de trabalho, com um sentido de continuidade e de controlo firme que nunca perde a medida humana. É nessa equação entre bebida fresca, consciência ambiental e competência na análise de comportamentos humanos que o Super Bock Group se afirma, usando a ciência de dados para captar as mudanças demográficas.

 

A nossa I&D e inovação focam-se no Super Bock Group enquanto empresa de bebidas, não apenas como cervejeira. Em volume, temos um portefólio de cerveja; depois, cerca de 2/5 é composto por água mineral natural, água mineral com gás, água com gás e sabores, sidra, refrigerantes e vinho engarrafado (que representa 1% do mercado) através da Planura, produzida no sul do Alentejo. O vinho – tinto, branco e espumante – é comprado e engarrafado pelo grupo.

– Tiago Brandão, Diretor de I&D e Inovação, Super Bock Group

 

A inovação é conduzida pelos dados, que moldaram a espinha dorsal e o panorama em rápida mudança do Super Bock Group desde os primeiros tempos. Os dados e o comportamento do consumidor estão no centro da tomada de decisão da empresa.

 

Desperdício zero, um desígnio nacional

Portugal é um país pequeno, consciente dos seus recursos naturais limitados e empenhado em preservar paisagens costeiras em grande medida poupadas ao turismo de massas que afetou outros destinos do sul da Europa. O mesmo vale para a reciclagem e para a aplicação de uma política de desperdício zero.

Desde 10 de agosto de 2026, data em que terminou o período de transição do Sistema de Depósito e Reembolso Volta, todas as novas embalagens de bebidas de utilização única, em plástico ou metal e até três litros, colocadas no mercado português têm de ostentar a marca Volta e o respetivo depósito de 10 cêntimos – ainda que o stock colocado no mercado antes dessa data possa continuar a ser vendido, sem depósito, até se esgotar. O sistema atesta o esforço determinado e visionário do país em matéria de economia circular e crescimento sustentável.

O Super Bock Group utiliza e comercializa embalagens de vidro retornáveis e reutilizáveis desde a sua origem, com a marca fundadora Super Bock a remontar a 1927 e a entidade empresarial a ter raízes em 1890. A fábrica é testemunho deste sistema de retorno organizado, parte integrante da operação industrial desde o início da distribuição das suas bebidas engarrafadas.

O conceito de “garrafa retornável” do Super Bock Group, entregue em cafés, bares e restaurantes, permite que cada garrafa tenha várias vidas através de um processo de recolha, transporte, lavagem e reenchimento. A escolha ativa do consumidor de devolver as garrafas vazias contribui efetivamente para um ciclo contínuo e sustentável de matérias-primas naturais que ajuda o planeta e dá ao vidro Super Bock uma nova vida.

Mesmo a produção de novas garrafas retornáveis do Super Bock Group utiliza 59% de vidro reciclado.

 

 

Quando é entregue a clientes de grande volume ou em eventos específicos, a marca de cerveja Super Bock viaja ainda mais leve: são mais de 350 pontos de venda onde a cerveja é servida em formato beer drive – direta da origem para o copo –, fazendo a garrafa desaparecer por completo. O néctar dourado é transportado em camiões-cisterna e transferido para depósitos em cada local. A política de desperdício zero deste fluxo de trabalho minimalista e depurado está a anos-luz do uso saturado de embalagem e de branding que poluiu o planeta ao longo de apenas um século de crescimento capitalista.

Para quem precisa de transportar barris, o formato barril da marca oferece outra opção de transporte sustentável. O seu grande volume torna o transporte e a logística eficientes, com materiais altamente duráveis e concebidos para reciclagem e longevidade.

 

Herança portuguesa de ascendência dinamarquesa

Confie-se sempre nos países pequenos. Têm mais a provar com menos recursos naturais. Exigem coesão nacional e uma força que ressoa para lá das fronteiras, com uma herança distintiva capaz de fazer caber o seu espaço diminuto no palco do mundo. A Época dos Descobrimentos provou que um país pequeno podia construir um império através dos oceanos e dos mares sem pensamento convencional nem ocupação de terras.

O Porto e a sua herança industrial secular no setor das bebidas – com a cerveja e os vinhos do Porto e do Douro como seus porta-estandartes – foram ao encontro das credenciais escandinavas na cerveja, que, tal como o Super Bock Group, passaram de um ofício local a uma prática científica e industrial no século XIX.

A Carlsberg, fundada em 1847 por Jacob Christian Jacobsen em Copenhaga, adotou métodos científicos como a produção de lager de baixa fermentação ao estilo bávaro, que exigia temperaturas controladas, melhor higiene e uma compreensão mais profunda da fermentação.

A herança da Carlsberg reflete uma tradição escandinava mais ampla, em que indústria, arquitetura, ciência e cultura cívica estavam estreitamente ligadas. O recinto original da cervejeira incluía laboratórios, jardins e marcos arquitetónicos que exprimiam a crença oitocentista no progresso através do conhecimento.

A força desta herança permite passar à força da inovação e da cultura. Portugal e a Dinamarca investiram ambos em I&D em torno da inovação em tecnologia verde, confiando nas startups e no talento como motores económicos e culturais.

Em 1876, Jacobsen criou a Fundação Carlsberg para apoiar a investigação científica, reforçando a ideia de que a produção de cerveja podia contribuir para a sociedade em geral. A Dinamarca coloca o seu modelo de design e tecnologia, de cinema independente e de cultura cervejeira como exemplo de uma social-democracia eficaz e pacífica.

A Carlsberg está presente em Portugal através da Unicer desde 1992, primeiro como marca licenciada e mais tarde como acionista.

 

 

A ascendência Carlsberg dá ao grupo acesso a excelência em I&D de embalagem e apoio ao seu próprio investimento de 80 milhões de euros em descarbonização, entre 2022 e 2030. Os resultados já são visíveis: garrafas de vidro retornáveis com 50 a 60% de conteúdo reciclado, a qualidade de associado fundador da SDR Portugal e a garrafa Vitalis 100% rPET, que entrou no sistema de embalagem circular com plástico já existente continuamente reprocessado em novas garrafas, reduzindo a dependência de matérias-primas virgens.

Com um olhar comum sobre a preservação da natureza, o Super Bock Group e a sua ascendência convidam os consumidores a viver cada momento em conjunto e em pleno, conjugando as ações diárias da marca com o cuidado e a preservação individuais, em vez do desperdício.

Para que a economia verde feche o seu ciclo, o último passo tem de ser tão preciso como o primeiro. Com o GELA, o invólucro de celulose em torno de uma garrafa fria de Super Bock é mais do que inovação em embalagem. É o argumento completo tornado tangível: material renovável, menos energia, pegada mais leve e uma bebida que chega ao copo exatamente como foi pensada – gelada e sem cedências. Aqui a ciência não muda a cerveja. Domina o momento.

 

Como uma marca se torna arquitetura da vida social

Dois rapazes portugueses na casa dos vinte, com um desalinho cuidado, fazem fila na mercearia lisboeta em frente à Praça das Flores, também conhecida como PDF no calão dos mais novos, para poupar caracteres nas mensagens. A praça fica em São Bento, no centro de Lisboa. Tem as dimensões perfeitas de um largo de aldeia. Frondosa e sossegada, com os bancos a rodear um chafariz, é envolvida por cafés, restaurantes, bares, um quiosque sempre cheio e, à esquina, a mercearia onde os rapazes esperam pela sua vez.

Nos últimos anos, a praça tornou-se organicamente uma rotunda totémica de encontro para a juventude colorida que vive em Lisboa e para quem por ali passa. Originalmente, era uma das praças preferidas de quem ali morava para passear o cão, ler o jornal, beber um copo de vinho contrabandeado da cozinha ao lado. Mantém esse mesmo retrato demográfico, agora acompanhado de uma algazarra alegre e caleidoscópica que, de alguma forma, lhes invadiu a porta de casa. Na verdade, parece uma celebração da vida urbana coletiva.

Atrás dos rapazes, que levam duas Super Bock cada um, atrevo-me a perguntar: “Qual devo escolher? Super Bock ou esta outra?” Um deles responde de imediato, enquanto arruma as Super Bock no saco de pano: “A outra é a cerveja de dia de semana. Super Bock é o que se bebe ao fim de semana.” Preços muito semelhantes. Perceções de marca diferentes. A cerveja domina, tal como o vinho branco e rosé que dão boas fotografias à volta do chafariz.

 

A cerveja como laço

Tiago Brandão oferece uma metáfora: “Quem é que a ensinou sobre vinho? Na Europa, é quase sempre uma coisa de família. A cerveja é diferente. Tem a ver com sermos jovens adultos, juntos, com os amigos.”

A cerveja ajusta-se ao orçamento de toda a gente. Atravessa orçamentos e sistemas de classes através de uma ampla gama de preços, garantindo inclusão num leque variado de gostos. O mesmo se passa na Praça das Flores. O êxito do local está na variedade da oferta de bebidas e de comida para levar ou apreciar ao ar livre, que junta amigos com vizinhos e turistas com residentes: um recanto mágico da cidade, transversal a todos os grupos.

O Super Bock Group vê a amizade como um valor essencial, acolhendo rotinas ativas de respeito mútuo, diversidade e tolerância. O mesmo vale para o ambiente natural em que vivemos e para os recursos de que dependemos para sustentar um ecossistema interligado na Terra. Em torno deste olhar claro – interação humana e preservação da natureza –, o grupo projeta o futuro através de casos de estudo sólidos e de ciência de dados. Isso ajudou a captar as mudanças demográficas do país e a sustentar ações de combate ao desperdício na produção diária.

 

Vale de Pedras Salgadas, norte de Portugal

Quando chove no Vale de Pedras Salgadas, no norte de Portugal, a água infiltra-se no subsolo devagar, mas sem parar. Pode atravessar o granito até 1000 metros de profundidade. No seu percurso, absorve naturalmente minerais e dióxido de carbono que dão origem a água mineral e gaseificada. De algum modo, a transformação geológica evoca, por metáfora, o processo criativo persistente e os seus vários caminhos, que se elaboram através da paixão, da audácia e da resistência humanas como vetores de talento.

Juntos, o tempo geológico e as interações fomentam círculos que se propagam em movimentos e em comunidades. No calor do verão, nos seus dias que não acabam e nas noites ao ar livre, nada é mais desejável do que bebidas frescas – com ou sem álcool.

 

O gesto de cuidar uns dos outros

Se as nascentes de onde bebemos se elaboram através de formações lentas e naturais, o processo serve de lembrete de que os sentimentos e os afetos verdadeiros – os sedimentos complexos que semeiam a bondade, a tolerância e o amor – precisam também do seu tempo para serem sentidos e partilhados. E, ao longo do tempo, constroem o gesto essencial de cuidar uns dos outros.

Através da herança e dos conjuntos de dados, o Super Bock Group traz exatamente as bebidas frescas com que as pessoas sonham para se refrescarem. Em supermercados, bares, quiosques, cervejarias, restaurantes e clubes de praia, as águas Pedras encontram as cervejas do Super Bock Group em todas as mesas. Juntas, as marcas constroem identidade portuguesa, servindo o gosto e a carteira de toda a gente enquanto arquitetura de valor de marca mais consistente da empresa.

Nas escolhas e na inclusão, as marcas do Super Bock Group vivem com gosto no centro de uma praça, trazendo todos para o meio, ao longo de margens de rio e de regenerações pós-industriais onde a inovação prepara os próximos passos, e como mecenas de instituições artísticas onde a curadoria de talento e a exploração de culturas enriquecem o conhecimento e os sentidos.

 

Um século de mecenato

O Super Bock Group faz parte do modo como a cultura se vive em Portugal há mais de um século: desde os lugares onde a cultura acontece e as pessoas se juntam até aos lugares onde o talento é curado, mostrado e partilhado, em momentos memoráveis, em instituições de artes performativas, em parques, nas ruas, nas praias e nas frentes ribeirinhas.

A marca construiu experiência empírica ao longo de décadas a apoiar jovens adultos consumidores e criativos. Construiu a sua notoriedade apoiando muitas vezes iniciativas sem necessidade de alarido – um posicionamento muito apreciado por públicos que respeitam marcas que contribuem para o êxito dos eventos em vez de encherem tudo de material de marca.

No Porto, está presente na Casa da Música, na incontornável fundação artística e parque-floresta Fundação de Serralves e na Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota. Patrocina também grandes festivais de música ao vivo, entre outros festivais e festas populares de âmbito nacional.

Em Lisboa, o Grupo apoia vários festivais de cinema no Cinema São Jorge e no São Luiz Teatro Municipal e patrocina as marchas populares durante os Santos Populares. O Super Bock em Stock decorre ao longo da Avenida da Liberdade, em Lisboa, com uma série de concertos em diferentes salas numa noite ou num fim de semana. Por fim, o Super Bock Super Rock foi um festival de música de verão com grandes cabeças de cartaz internacionais junto à praia do Meco, nas imediações do Parque Natural da Arrábida. O Super Bock Super Rock está agora a alargar a sua oferta de música ao vivo a experiências regulares centradas nos artistas, sem as limitações de um único recinto ou de um formato fixo de festival. O novo modelo arrancou oficialmente a 5 e 6 de setembro de 2026, com concertos de The Weeknd no Estádio do Restelo, em Lisboa, no âmbito da After Hours Til Dawn Tour.

 

Onde os unicórnios dançam ao ritmo da música

De bicicleta, de Uber ou no autocarro 728, siga em direção ao Beato Innovation District, em Lisboa: um “recreio” industrial e um dos bairros criativos mais visionários da cidade, onde ateliês de arquitetura, espaços-conceito, estúdios de artistas, startups e instituições culturais alinham o seu à-vontade, ombro a ombro. Um irmão mais novo de Williamsburg, no Brooklyn, ou de Hackney, no leste de Londres – hoje talvez mais próximo do enorme desenvolvimento de King's Cross, no centro da capital britânica –, o Beato Innovation District é onde a regeneração de instalações industriais encontra visionários do património, empreendedores da inovação e a juventude criativa a misturar-se com moradores de várias gerações.

O Beato Innovation District é uma grande reconversão de um antigo complexo militar-industrial num polo para startups e indústrias criativas. Empresas tecnológicas partilham espaço de trabalho com vastos espaços-conceito de hospitalidade, como a Praça, uma mercearia portuguesa onde crianças e cães andam à solta; ou a enorme taqueria vegana Duro de Matar, banhada em néon vermelho, que cruza pratos mexicanos com sessões de DJ; ou a recém-inaugurada Casa Capitão, templo da música ao vivo com quatro pisos dedicados à imersão cultural e às artes performativas.

Agora olhe para cima e verá “The Browers” num depósito industrial a coroar uma reabilitação impecável.

 

 

The Browers Company, o braço artesanal do Super Bock Group em Lisboa

Fundada em 2018, a The Browers Company é uma empresa privada criada pelo Super Bock Group como um novo modelo de negócio em resposta às mudanças do mercado cervejeiro. Concebida para diversificar a produção e o consumo de cerveja através da produção colaborativa em pequena escala, sustenta eventos culturais e educativos em torno da cerveja.

No final de 2024, a empresa de cerveja artesanal abriu um imponente espaço híbrido de 700 metros quadrados, com cervejeira, restaurante e espaço de eventos, no Beato Innovation District, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Startup Lisboa. Os arquitetos Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura comentaram assim o projeto de reabilitação, que reaproveita muitos elementos originais do edifício e equipamento em aço inoxidável: “As caixilharias em ferro serão tratadas e reaproveitadas, ou reconstruídas, embora com introdução de vidro duplo laminado, por razões térmicas e acústicas.” O projeto foi distinguido na edição de 2025 do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana.

O espaço é ao mesmo tempo empreendimento e laboratório, onde convergem o braço cervejeiro artesanal e cultural do próprio Super Bock Group. Definida como “uma marca colaborativa que produz cervejas locais e envolve parceiros, a comunidade cervejeira e as comunidades locais”, a The Browers traz o seu foco nas artes performativas e na noite, herdado do modelo de patrocínio de festivais da Super Bock, para dentro de portas: uma cervejeira física e permanente, restaurante e espaço de eventos culturais, num bairro onde os criativos realmente vivem e trabalham.

Ligado à reinvenção do oriente de Lisboa e à sua linhagem industrial, o projeto apoia-se na evolução da cultura cervejeira e na sua descoberta através de um espaço físico. Reflete uma mudança mais ampla do século XXI na produção de cerveja, da produção industrial centralizada para microcervejeiras locais e inovadoras, onde provar cerveja é uma experiência construída em comunidade. Quer ver o Mundial, organizar um almoço ou jantar para 30 pessoas, ou passar uma tarde ou uma noite com os amigos? A The Browers abre de par em par os braços e a sua reabilitação notável.

 

 

Uma cervejeira dentro de uma central elétrica reabilitada, um rótulo de arrefecimento feito de celulose: são o mesmo instinto aplicado a escalas diferentes – pegar no que já existe e fazê-lo trabalhar mais antes de o substituir.

 

Conclusão

Consistência na produção, na investigação e na inovação, com análise fina dos dados de consumo, sentido de cultura e mensagens de marca claras: o Super Bock Group tem uma arquitetura de valor de marca de bebidas que abrange cerveja, refrigerantes, água e vinho – da Cristal, de preço acessível, à Selecção 1927, artesanal e premium –, o que o tornou líder comercial no consumo de cerveja em Portugal.

Hoje, o sabor de uma bebida é muito mais vasto do que o líquido que o sustenta ou a forma da garrafa que o contém. Mais do que em qualquer outro momento da história, as pessoas têm acesso imediato a dados e voz para exprimir o que aí encontram. Subjacentes a cada experiência, camadas de ethos, investigação, honestidade, ação consistente e cuidado com o planeta entram em cada receita.

 

 

Quem se preocupa com a sustentabilidade, a reciclagem de garrafas, o desperdício zero, um planeta duradouro, a criatividade e a ciência de dados como vetores de inovação, o mecenato das artes e a integridade empresarial beberá uma Super Bock com rótulo GELA ou uma Selecção 1927 premium. Beberá sabendo que a garrafa será devolvida, lavada e reutilizada; sabendo que um invólucro de base celulósica molda a inovação refrescante; sabendo que esta marca está ativamente envolvida no avanço da ciência e das artes – não como filantropia, mas como um sistema de crenças consistente.

 

As marcas que vão prosperar no século XXI serão aquelas que conseguirem continuar a responder às necessidades funcionais primárias das pessoas, dando-lhes ao mesmo tempo a garantia de que a sua escolha é um contributo.

– Santiago Gowland, Vice-Presidente, Unilever, em Oxford Leadership

 

No século XXI, uma marca de consumo global funciona como âncora cultural, como atalho de navegação no ruído do mercado e como guardiã da responsabilidade social e ambiental. Para lá de vender bens físicos, as marcas globais bem-sucedidas têm de oferecer experiências digitais e físicas integradas e defender valores partilhados que façam sentido em mercados internacionais diversos.

Nada disto acontece sozinho. Uma garrafa retornável é um sistema logístico; um rótulo de arrefecimento representa quatro anos de investigação em materiais e uma linha-piloto. Aquilo a que o Super Bock Group aderiu no início de 2026 é um dispositivo para produzir exatamente esse tipo de coisa: um laboratório onde uma empresa de bebidas, uma empresa de papel e uma universidade se sentam à volta do mesmo problema. A garrafa fria é a ponta visível. O resto é um laboratório de investigação aplicada na Margem Sul de Lisboa e uma pergunta sobre o que se pode pedir à celulose para fazer a seguir.

Para que aquele rebentar de bolhas saiba tão bem, e para que aquela marca passe a fazer parte do dia-a-dia e das noites de alegria partilhada, é preciso o mesmo nível de confiança que as relações humanas convocam quando partilhamos, confidenciamos e exploramos juntos. Dentro dos círculos do calor humano, nada se sustenta tão bem como uma marca cujas promessas circulares se tornam tangíveis.

 

Este trabalho é apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelos Fundos Europeus Next Generation EU através da Agenda Verde para a Inovação Empresarial “FF2F - From Fossil to Forest” (Projecto nº 8), um consórcio liderado pela The Navigator Company, em que a AlmaScience colabora com o RAIZ e o Super Bock Group.

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