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Estudo da Porto Business School identifica AlmaScience como exemplo de CoLAB orientado para a inovação tecnológica empresarial
A AlmaScience é um dos casos de sucesso referenciados no primeiro estudo de impacto socioeconómico dos Laboratórios Colaborativos (CoLABs) em Portugal, apresentado a 21 de maio na Porto Business School (PBS). O trabalho, conduzido pelo Innovation X Hub da PBS sob coordenação de Filipe Grilo e promovido pelo Fórum dos Laboratórios Colaborativos (FCoLAB) em parceria com a escola, analisa o contributo dos 41 CoLABs reconhecidos para o sistema nacional de inovação e identifica a AlmaScience como exemplo de CoLAB orientado para a inovação tecnológica empresarial.
Baseado num inquérito aos CoLABs, o estudo conclui que a rede gerou €261,6 milhões de Valor Acrescentado Bruto entre 2021 e 2025 e sustentou 2178 empregos diretos, indiretos e induzidos. No mesmo período, cada euro de financiamento público canalizado para os CoLABs esteve associado a €2,27 de VAB na economia, e cerca de 81% do financiamento público recebido regressou ao Estado em receita fiscal direta, indireta e induzida. Os recursos humanos da rede cresceram cerca de 70% e as receitas mais do que duplicaram, com uma reorientação significativa do financiamento base para o financiamento competitivo nacional e internacional – sinais consistentes de consolidação.
Para André Matos, Presidente do FCoLAB, “este estudo confirma que os CoLABs deixaram de ser uma experiência-piloto para se afirmarem como uma infraestrutura crítica para a economia do conhecimento em Portugal. Hoje, os CoLABs geram impacto económico mensurável, mobilizam investimento, criam emprego qualificado, com elevado número de doutorados, e ajudam empresas e setores inteiros a inovar”.
Ao longo dos capítulos dedicados às funções e impactos sistémicos, o estudo cita a AlmaScience em três momentos. Na análise da interface ciência-decisão, identifica-a como exemplo de CoLAB que reporta “uma atuação mais próxima da inovação tecnológica empresarial, traduzindo conhecimento científico e tecnológico em roadmaps que apoiam decisões de I&D, investimento e exploração de novas áreas”. Numa leitura comparativa com outros CoLABs, sublinha que a AlmaScience “atua sobretudo junto de empresas”. E no capítulo sobre transformação organizacional, refere o caso da AlmaScience como exemplo de “integração de dimensões como negócio, marketing e inovação nos processos de I&D”, para ilustrar que a colaboração com um CoLAB pode alterar a própria governação interna da inovação nas organizações associadas.
Para Tatiana Costa, Diretora de Inovação, Financiamento e Propriedade Intelectual da AlmaScience e membro da Comissão Executiva do FCoLAB, “o estudo traz evidência sistematizada para uma discussão que estava em aberto – como medir o valor de estruturas que operam entre a ciência e a aplicação económica. O retorno de €2,27 de VAB por cada euro público e a recuperação de 81% do financiamento via receita fiscal são números relevantes, mas a contribuição mais útil do estudo é a defesa de métricas próprias, ajustadas à natureza híbrida destas entidades. Para uma organização como a AlmaScience, que constrói roadmaps tecnológicos com empresas e muito focada na geração e valorização de propriedade intelectual, é essa abordagem multidimensional que permite avaliar com rigor o impacto da nossa atividade”.
Luís Pereira, Diretor Técnico da AlmaScience, acrescenta: “Os roadmaps de I&D referidos no estudo não são exercícios de planeamento abstrato. São compromissos técnico/científicos partilhados com empresas que querem reduzir risco e antecipar trajetórias tecnológicas – em materiais celulósicos e outros materiais sustentáveis, eletrónica verde e embalagem inteligente. O modelo funciona porque combina o conhecimento científico com decisões de I&D empresarial que, isoladamente, nenhum dos lados conseguiria executar com a mesma eficiência. É esta lógica que o estudo descreve com clareza”.
A AlmaScience integra a Comissão Executiva do FCoLAB, que promoveu o estudo em parceria com a Porto Business School. Recentemente, a AlmaScience anunciou três novos associados estratégicos – MEXT (Mota-Engil Next), TMG Automotive e Super Bock Group –, totalizando 12 organizações no seu Ecossistema de I&D colaborativa, que inclui ainda Imprensa Nacional – Casa da Moeda, The Navigator Company, Grupo Clara Saúde e Firmo, entre outras. O reforço da rede de Associados reflete a abordagem identificada no estudo: I&D conduzida em conjunto com empresas, ao ritmo das suas decisões de investimento.
Sobre a AlmaScience
A AlmaScience é um laboratório colaborativo de inovação (CoLAB) e incubadora de tecnologia para materiais funcionais sustentáveis e eletrónica verde, localizado na Caparica e em Aveiro. Com uma equipa multidisciplinar de 30+ investigadores doutorados e mestres em áreas como química, biologia, ciência dos materiais, tecnologia de papel e eletrónica, a AlmaScience faz a ponte entre a investigação e a indústria. Estabelece parcerias com empresas para transformar investigação científica em produtos comercialmente viáveis, sempre com foco na sustentabilidade e na economia circular.
A AlmaScience é o ponto central do Ecossistema de Inovação Sustentável, resultado da parceria colaborativa entre o CoLab e intervenientes-chave do ecossistema industrial português, incluindo a Imprensa Nacional – Casa da Moeda, The Navigator Company, Grupo Clara Saúde, Firmo, MEXT: Mota-Engil Next, TMG Automotive, Super Bock Group, Universidade Nova de Lisboa, NOVA.ID FCT, Raiz, Fraunhofer Portugal e o Município de Almada.
Entre as tecnologias desenvolvidas pela AlmaScience destacam-se a PaperWeight Digital (sensores à base de papel) – licenciada à primeira spin-off da AlmaScience e do universo dos CoLABs, a PaperWeight AI, que desenvolve prateleiras inteligentes para o retalho –, a PetriTag® (sensor biodegradável para deteção bacteriana) e o GELA (rótulo de arrefecimento rápido para bebidas).

